Um quietismo estético da vida, pelo qual consigamos que os insultos e as humilhações, que a vida e os viventes nos infligem, não cheguem a mais que a uma periferia desprezÃvel da sensibilidade, ao recinto externo da alma consciente.
Todos temos por onde sermos desprezÃveis. Cada um de nós traz consigo um crime feito ou o crime que a alma lhe pede para fazer.
Bernardo Soares - Livro do Desassossego





















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