A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.
O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.
Fita, com olhar esfÃngico e fatal, O Ocidente, futuro do passado.
O rosto com que fita é Portugal.
8-12-1928
I - Os campos
Primeira Parte | Brasão





















sou eternamente apaixonada pelos poemas de Fernanda Pessoa, o considero como um grande impulsionador da literatura losófona e do mundo, e que os seus poémas jámas serão esquecidos.
nilsa eduardo
2nd fevereiro, 2009