Fernando Pessoa ELE-MESMO
Num certo sentido, Fernando Pessoa ele-mesmo é também um heterônimo. Poeta-fingidor, nada nele é diretamente confessional ou biográfico. Como diz Jane Tutikian, este Pessoa é a “expressão dramática de uma busca de identidadeâ€, identidade não atingida univocamente e aberta numa constelação de personalidades complexas e contraditórias:

Tudo quanto penso,
Tudo quanto sou
É um deserto imenso
Onde nem eu estou.


O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Este é o poeta que – escrevendo o livro Mensagem – tenta revisar o passado do glorioso Império luso em busca de um sentido para a antiga grandeza e a atual decadência. O poema mais conhecido da obra é Mar português:

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

O jogo ambivalente entre os heterônimos e o ortônimo (o próprio Pessoa), as ficções, os fingimentos,as dÃspares visões de mundo, os múltiplos pensamentos e os estilos diversos fazem parte deste caso genial que é produção poética de Fernando Pessoa. Contudo, muito além das causas desta fragmentação, e das explicações desta ambigüidade perpétua e das interpretações, das máscaras que escondem outras máscaras paira algo completamente real: o texto poético. Como diz Leila P. Moisés, esta é a única e a última realidade de Fernando Pessoa.





















coheci alguem como ele, existem muitos fernandos pessoa po ai
suzi
7th junho, 2007
Ele, queria ser tudo, viver tudo, sentir tudo, queria ser Deus, queria a grandeza daquele que mesmo sendo grande, se fez o menor, foi orgulhoso, ambicioso, e por isto creio eu que por nao ter mostrado verdadeiramente seu proprio coraçao nao atuou com liberdade no espetaculo da vida, e assim nao ganhou a coroa da vida, e os aplausos de Deus.
Suzana de Cassia Bolson
7th junho, 2007
também eu vivo a vida perdida,que de tão distante de mim se faz sofrida
Ana Helena Caldeira Antunes
23rd junho, 2007
À se gunda comentadora,
Cuidado aos contrários de nós… Com sorte talvez um dia o espelho lhe reflita que se aguente consigo e com os consigos de si. AH, E Jà AGORA, Và APRENDER A ESCREver
Ana Helena Caldeira Antunes
23rd junho, 2007
Não sei quem usou meu nome, e meu email, mas tudo bem eu li e gostei do que ele escreveu, a pessoa escreveu errado mas tudo bem Ana Helena.
Suzana de Cassia Bolson
24th junho, 2007
Cara Suzana, não me leve a mal… mas quando se gosta d F. Pessoa, como eu gosto, leva-s qualquer comentario mto a serio. Peço desculpa, sou muito sectária.. mas kem gosta do fernandinho, como me parece agora ser o seu caso, nunca poderá ser má pessoa. Que sou eu para julgar quem quer que seja; sou apenas uma ela que vive do outro lado do Atlantico. Se gosta de Betânia, que é outra das minhas paixões, sugiro um album que se chama qq coisa como ” Betânia canta Pessoa”, é sublime. Tive sorte de ter presenciado a sua actuação ao vivo, aqui em Lisboa no meu último aniversario..nem calcula a emoção de ver juntos, numa só voz, duas das minhas maiores inspirações. Espero que continue a visitar este blog…é bom partilhar, mais que que uma ideia, um estado de alma. Pode pensar que ou só mais uma excêntrica mas parafraseando o fernandinho, na Mensagen, num poema que dedica a D. sebastião ( figura vista na história portuguesa como um misto de heroi\suicida\ causador da perda da independência poruguesa face a Castela na ) … ” sem a loucura que mais é o home que a besta sádia,(não passa dum) cadaver adiado que procria”. Aguardando a sua resposta, ana helena
Ana Helena Caldeira Antunes
26th junho, 2007
Tudo bem, eu li Tabacaria e vários outros e de fato ele foi uma literatura viva. E escreveu o que se passava com ele, e de certa forma coisas que nunca imaginei, é interessante e não muito fácil de compreender.Uma figura viva da literatura, deram vida a literatura portuguesa em forma de pessoa.Parece coisa de um mundo dos desenhos animados.
Suzana de Cassia Bolson
26th junho, 2007
Suzana de Cassia Bolson
Junho 7th, 2007
Eu aqui em meu dia-a-dia, infelizmente, não sou nada parecido com Pessoa, mas confesso que me identifiquei com tudo aquilo que você imaginou sobre Pessoa, pois quero ser tudo…viver tudo…sentir tudo…â€ser deus†(João 10:34), mas sobretudo, procuro fazer da contradição minha única forma de libertação… a propósito… será mesmo que seu coração atua com liberdade no espetáculo da vida?
)
Fernando Antônio de Oliveira
27th julho, 2007
Para mim, Pessoa caminha ao lado de Camões como figura mais importante da Literatura Portuguesa… estudá-lo é um prazer, lê-lo é uma satisfação inesgotável. Talvez pela proximidade com o leitor. Quantos de nós nao somos “Pessoas†fingidoras?!
Cássia Alves
9th outubro, 2007
Alguem conhece a carta que Fernando Pessoa escreveu à Mário de Sá Carneiro em resposta à carta que Mário escreveu a Fernando falando que se suicidaria?
Se alguem souber onde eu posso encontrar, por favor entre em contato comigo pelo e-mail: leidianefs@gmail.com
Leidiane
1st março, 2008
Está nesse link: http://www.pessoa.art.br/?p=548
(=
Bill
1st março, 2008
notamos que frenando pessoa era e é um grande poéta lusitano como Camoes ele tem caracteristica propria que nos subimete a achar que suas máscaras se revela de acordo com suas obras de maior divulgaçao como quem faleceu por causa de uma prisao de venter ele nos deixou obaras maravihlosa para que a literatura brasilera pudesse tomar propoeçoes desse tamanho .
Rafeal Santos Ribeiro
23rd março, 2008
adorei muito
jose mauro da conceição
16th abril, 2008
desculpa suzi… mas não ha muitos Fernando Pessoa. Peço desculpa, mas o único Fernando Pessoa que existiu, morreu em 1935, e nunca mais se viu ninguem como ele.
tomara muita gente escrever como ele escreve, acredita…
Ritinha
20th setembro, 2008
olaa
peço o seguinte favor…
eu não consigo encontrar o primeiro poema de Fernando Pessoa : ” à minha querida mamã”
precisava para um trabalho que tenho de entregar… peço por favor se conseguirem encontrar, mandem para o seguinte e-mail : ritinha.soares.2428@gmail.com
obrigada uma vez mais….
Ritinha
20th setembro, 2008
Aqui está!
À Minha Querida Mamã
Ó terras de Portugal
Ó terras onde eu nasci
Por muito que goste delas
Inda gosto mais de ti.
{Fernando Pessoa}
(=
Bill
20th setembro, 2008
obrigado bill… salvaste-me a vida… lol
tambem deves ser um amante de Fernando Pessoa. onde foste buscar o poema ?
Ritinha
21st setembro, 2008
adorei saber dobre Fernando Pessoa uma historia de vida de exemplo pra saber o q quer e fazer por merecer…
JORDANA SILVA
23rd outubro, 2008
[...] atlântico sobre a possibilidade de um determinado texto, que anda por aà a passeio como sendo de Fernando Pessoa, não o ser. Ele não acreditava que fosse, mas, ainda assim, um pequeno resÃduo de dúvida [...]
A Brigada do Realejo. « Obscured By Clouds
3rd maio, 2009
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3rd dezembro, 2009
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Fernando Pessoa | biblioedvaldo
13th junho, 2012